Coordenador do SINTRAJURN esclarece charge

07.05.2008-trabalho foi publicado no informativo do Sindicato

Segue abaixo comunicado na íntegra:

            Lamento ocupar parte do meu precioso tempo para esclarecer o óbvio, ou seja, defender o SINTRAJURN – sindicato ao qual pertenço, sua diretoria e a mim dos ataques e críticas feitas por alguns colegas Agentes de Segurança, seguimento ao qual pertenço há 18 anos. Estou à frente de entidades, associação e sindicato há mais de 15 anos, sempre lutando pelos direitos dos servidores do judiciário federal, aqui no meu estado e em nível nacional quando pertenci a direção da Fenajufe. Juntamente com o companheiro Cláudio Azevedo defendi a bandeira de seguimentos específicos como o dos Agentes de Segurança e dos Oficiais de Justiça, bem como da categoria como um tudo.

            É difícil acreditar na ação maléfica de um indivíduo sem que este se enquadre no item repudiado pelo filósofo alemão, Immanuel Kant: “preguiça e covardia levariam a mediocridade”. Ou, por outro lado, a não ser que este invoque simplesmente o direito a liberdade de expressão e pensamento, tenha a coragem de induzir companheiros desavisados interpretar uma charge da forma que alguns colegas têm feito. Charge este feita por um dos grandes chargistas com base na matéria publicada no jornal O Bedelho, edição de abril passado, na página 04.

A matéria originária da polêmica tem o depoimento do chefe do Setor de Segurança e Transporte do TRT, William Marinho, onde ele afirma “este treinamento é de extrema valia para os servidores, não só porque permitirá a continuidade do recebimento da GAS, mas também pelo aperfeiçoamento e qualificação para a realização de suas atividades de segurança.”, referindo ao treinamento referido na dita matéria.

Por não concordar com a idéia de que os colegas reprovados nos testes físicos,  mesmo no exercício da função, não receberão a GAS, afirmei na mesma matéria que: para discutir o assunto, e se necessário ia envidar esforços para que nenhum colega deixe de receber a GAS em função da reprovação em teste físico. Isso é o que está escrito na questionada matéria, pág. 04.

            A minha surpresa não é a interpretação dada por meus adversários políticos. Alguns deles conhecidos de longas datas. Completamente despolitizados, ignorantes, que pensam apenas no seu umbigo e defendem somente seus interesses pessoais, ou no máximo no de seu segmento. Essas pessoas jamais foram vistas em atos públicos, nas ruas, nos foros de discussão que envolvam os servidores em geral. São vistas sim nas assembléias que tratam exclusivamente dos seus interesses pessoais.

 Portanto, pessoas ignorantes, repito, que chegam ao ponto de abandonarem uma reunião ou assembléia, quando propostas de seu interesse são rejeitadas.

            O pior de tudo isso é porque são agressões, feitas muitas vezes a uma entidade séria como o Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal do Rio Grande do Norte – SINTRAJURN, a sua diretoria ou a seus membros isoladamente. Companheiros de longas batalhas que jamais mediram esforços para encaminhar todas as demandas, da categoria ou de seguimentos isoladamente. Eles não merecem ser atacadas dessa forma, como consta no site dos Agentes de Segurança Institucional no Estado da Bahia (site: www.seguinfe.org ). A charge aqui referida, com uma nota de repúdio, esta com a interpretação dada por alguém que sequer teve o cuidado de lê a matéria sobre a segurança, contida na página quatro. Simplesmente detona o sindicato ao qual pertenceu até bem pouco tempo.

            Não posso deixar de ressaltar que o profissional escreveu a charge, pela sua criatividade, capacidade e competência, sem receber qualquer influência desse ou daquele coordenador, aliás, como sempre tem feito. Ele, diga-se de passagem, concorre a um prêmio internacional, portanto não precisa ser ajudado por um cartunista qualquer, usou simplesmente a sua capacidade criativa. Talvez ele não seja preguiçoso, leu o texto e teve inspiração, o que não fizeram os que pensaram diferente.

Colegas, que bom um seminário de leitura, pois não tenho dúvida de que só o conhecimento liberta.

            Sugiro a leitura, mesmo superficial, do texto do bedelho citado na página: www.sintrajurn.org.br , (o próprio jornal on line, à disposição do mundo inteiro) pág. 02 (a charge), 04 e 05, o texto. Não precisa recorrer à hermenêutica para se chegar à interpretação correta.

            Wilson Barbosa Lopes

            Coordenador-geral

                 Sintrajurn

Opinião do Presidente da  AGEPOLJUS

A AGEPOLJUS considera a charge pouco cautelosa com a imagem da categoria, principalmente por se referir a GAS, já tão criticada por outros setores de tribunais. Desde o início, a Gratificação de Atividade de Segurança despertou reações de servidores contrários aos Agentes, por considerarem a categoria não merecedora. Cabe lembrar, no entanto, que os Agentes estão expostos 24h por dia aos riscos da função: Na proteção das dependências, magistrados, usuários e cautela de armas, no uso dos veículos oficiais, algumas vezes sem seguro e sob a responsabilidade do Agente.

Causando dano ao veículo, se este tiver seguro, o Agente pagará do próprio bolso,  e caso tenha, pagará a franquia, que em si tem valor muito alto. Sem falar nas multas, que têm sido um caça-níquel para os Detrans, mais uma vez pagas do próprio bolso do Agente.

Da mesma forma acontece com o uso de armas em serviço, que acarreta situações como proteger a autoridade durante seu turno e se expor desarmado aos perigos após cumprir seu trabalho. Sem citar que, caso o agente se envolva em uma ocorrência que resulte na abertura de um inquérito policial, ele terá que contratar advogados para se defender, pois não há apoio por parte do tribunal, entre outras situações.

Não concordamos com as agressões ao Sindicato ou ao chargista, em seu trabalho artístico, feitas por alguns Agentes, pois sabemos que a propagação de discussões desse tipo só vem reacender uma polêmica, que já havia sido esclarecida. Convocamos os Agentes para que possamos nos defender de alguns tribunais, que, talvez por desconhecimento, queiram tirar a GAS dos Agentes com a aplicação de cursos de capacitação e provas de critérios retirados do Exército ou de outros segmentos. Tal batalha já vem sendo travada no TST e no STJ e a continuaremos em outros Tribunais. Esperamos em breve encaminhar aos Conselhos Superiores e ao Coletivo Jurídico da FENAJUFE, um documento para mostrar o caminho para resolver o problema da GAS.

Edmilton Gomes de Oliveira