POLÍCIA JUDICIAL DO STF ATUA EM ESQUEMA ESPECIAL DE SEGURANÇA E ABATE DRONE DURANTE JULGAMENTO ENVOLVENDO O MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES

A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) realizou um esquema especial de segurança para a sessão extraordinária realizada na última terça-feira (15), em Brasília, que analisou a Petição 16.662, relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. Entre as ocorrências registradas durante a operação esteve o abate de um drone não identificado que sobrevoava as proximidades da Corte.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o equipamento foi identificado enquanto sobrevoava a região da Esplanada dos Ministérios e acabou neutralizado pela Polícia Judicial do STF. O episódio ocorreu em meio a um amplo esquema de segurança e monitoramento estabelecido para garantir a proteção das instalações, autoridades, servidores e demais pessoas que acompanhavam a sessão.
A operação foi planejada de forma integrada entre a Secretaria de Polícia Judicial do STF, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as forças de segurança do Distrito Federal. Segundo o próprio Supremo, o planejamento envolveu compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos, definição de áreas de responsabilidade, revistas, bloqueios, restrições do espaço aéreo e monitoramento de drones.
Dentro das dependências e da área de responsabilidade do STF, a Polícia Judicial também esteve à frente dos procedimentos de controle e inspeção. O acesso ao Plenário ocorreu exclusivamente pelos locais indicados pelos Policiais Judiciais, com utilização de porta detectores de metais e equipamentos de raio X.
Abate de drone foi realizado pela Polícia Judicial do STF

Ao contrário do que chegou a ser divulgado por alguns veículos de imprensa, a atuação na segurança que resultou na identificação e no abate do drone foi realizada pela Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal e não pela Polícia Federal.
A distinção é importante para esclarecer a sociedade sobre a atuação da Polícia própria do Judiciário e dar o devido reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos Policiais, especialmente em operações de grande complexidade e repercussão nacional.
A atuação durante a sessão desta terça-feira demonstra, mais uma vez, o caráter especializado das atribuições exercidas pelos APJs na proteção das instituições do Poder Judiciário.
Para a AGEPOLJUS, a ocorrência também evidencia a relevância do permanente investimento na capacitação, estruturação e valorização da Polícia Judicial. A proteção das instalações, autoridades e usuários do Poder Judiciário exige profissionais preparados para atuar diante de diferentes tipos de ameaça e com domínio dos recursos e protocolos necessários à segurança institucional.
Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo
Fotos: Cristiano Mariz/ Agência O Globo e Adriano Machado/ REUTERS
