DIRETOR DA AGEPOLJUS PARTICIPA DE DEBATE SOBRE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO TRT-RN

O diretor da AGEPOLJUS no Rio Grande do Norte, William Marinho, participou, na última sexta-feira (17), da “Roda de Conversa sobre o Enfrentamento da Violência Doméstica” promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN).
A iniciativa teve como objetivo ampliar o debate sobre a segurança das mulheres e reuniu servidoras e servidores, estagiários, terceirizados e representantes de diferentes setores do Tribunal. Além de William Marinho, participaram a juíza que atua na Ouvidoria da Mulher do TRT-RN, Dra. Fátima Christiane Gomes; a juíza Simone Jalil; a Diretora-Geral, Priscilla Soares; e a psicóloga Rosane Melo.
Na abertura, a vice-diretora da Ejud21, juíza Marcella Alves Vilar, ressaltou a importância de refletir sobre os comportamentos perpetuados por uma sociedade patriarcal, bem como sobre a autonomia das mulheres e os impactos da violência na saúde mental.
A Diretora-Geral do TRT-RN apresentou as medidas adotadas administrativamente pelo Tribunal, entre elas o Protocolo Integrado de Enfrentamento à Violência Doméstica, instituído pelo Ato TRT21-GP nº 154/2024. O documento estabelece ações de prevenção, acolhimento e encaminhamento sigiloso de casos envolvendo mulheres que atuam nas unidades administrativas e judiciárias da capital e do interior do estado.
Segundo Priscilla Soares, o protocolo envolve setores como Comunicação, Escola Judicial, Ouvidoria da Mulher, Segurança Institucional e área médica, formando uma rede preparada para oferecer apoio e orientação às vítimas.
Durante a conversa, a juíza Fátima Christiane Gomes alertou que a violência pode começar antes da agressão física, por meio de comportamentos como ofensas verbais, violência sexual, isolamento social e controle patrimonial. A magistrada também apresentou a Ouvidoria da Mulher como um espaço seguro, confidencial e de escuta qualificada, disponível presencialmente e por canais como WhatsApp, videoconferência e e-mail.
A juíza Simone Jalil destacou a necessidade de criar um ambiente que encoraje as mulheres a buscarem ajuda. Ela ressaltou, ainda, que o assédio também constitui uma forma de violência, provoca adoecimento e precisa ser enfrentado.
Representando a Segurança Institucional, William Marinho informou que o setor permanece disponível 24 horas por dia e possui atuação que vai além das dependências do Tribunal.
“A Segurança Institucional do TRT-RN tem o compromisso de proteger todas as pessoas e, em especial, as magistradas, servidoras, estagiárias e terceirizadas. Atuamos além dos muros e podemos ser acionados para proteger as pessoas que trabalham até fora do nosso Tribunal”, afirmou o diretor da AGEPOLJUS.
A psicóloga Rosane Melo abordou os conflitos emocionais enfrentados pelas vítimas e explicou que o agressor exerce poder emocional sobre a pessoa submetida à violência. Segundo ela, quando a própria casa deixa de ser um ambiente seguro, sentimentos como medo e culpa podem dificultar a percepção da violência e a busca por apoio.
Ao final, mulheres e homens presentes esclareceram dúvidas e compartilharam depoimentos pessoais sobre suas experiências. Para a AGEPOLJUS, a participação no encontro reforça a importância da Polícia Judicial na rede institucional de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas de violência doméstica.
Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo com informações e foto do TRT-21
