POLICIAIS JUDICIAIS PARTICIPAM DE TREINAMENTO INÉDITO PARA ATUAÇÃO NAS ELEIÇÕES DE 2026

O fortalecimento da segurança institucional e a proteção da democracia estiveram no centro do curso “Segurança dos Tribunais e Pessoas durante as Eleições”, iniciado nesta segunda-feira (13) pelo Departamento Nacional de Polícia Judicial (DNPJ), órgão vinculado ao Conselho Nacional de Justiça. A capacitação ocorre na Academia Nacional de Polícia Judicial (ANPJ), em Brasília, reunindo policiais judiciais que atuarão diretamente no período eleitoral de 2026.

A iniciativa, acompanhada pela AGEPOLJUS, marca um avanço significativo na qualificação da categoria ao oferecer uma formação especializada voltada às demandas específicas do Poder Judiciário em cenários de alta sensibilidade, como as eleições.

Desde o primeiro dia, o curso combina atividades teóricas e práticas voltadas ao aprimoramento do desempenho dos policiais judiciais diante do aumento dos riscos inerentes ao período eleitoral, caracterizado pela maior tensão social e pelo fluxo intenso de pessoas em unidades judiciárias e locais de votação.

Durante a abertura, a diretora do DNPJ, Fernanda Portella, ressaltou o papel estratégico da Polícia Judicial na garantia do processo democrático. Segundo ela, a formação vai além da capacitação técnica, representando um compromisso institucional com a proteção da democracia e da confiança pública nas instituições.

Protagonismo da Polícia Judicial

Um dos principais diferenciais do treinamento é o caráter inédito e autoral. Idealizado pelo policial judicial Antônio Urani, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o curso foi desenvolvido por profissionais da própria Polícia Judicial, com foco nas especificidades da atuação no âmbito do Judiciário.

A proposta rompe com modelos tradicionais ao trazer soluções construídas a partir da experiência prática dos próprios Agentes. “A proteção no contexto eleitoral exige um olhar específico. Não se trata de replicar protocolos genéricos, mas de aplicar táticas moldadas para cenários de alta tensão e grande circulação de cidadãos”, destaca Urani.

Para a AGEPOLJUS, esse protagonismo demonstra a maturidade e a capacidade técnica da categoria, consolidando a Polícia Judicial como referência na proteção institucional.

A programação do curso foi estruturada para preparar os participantes tanto na prevenção quanto na atuação em situações críticas. Entre os conteúdos abordados estão técnicas de identificação de ameaças, mediação de conflitos com métodos não violentos e protocolos de resposta em cenários de risco elevado.

Também fazem parte da formação disciplinas voltadas ao planejamento estratégico, defesa pessoal, inteligência (OSINT), atendimento pré-hospitalar (APH) e integração com outras forças de segurança, garantindo atuação coordenada e eficiente.

Entre as atividades práticas, destacam-se treinamentos em cenários de aglomeração e manifestações, com foco na proteção de magistrados, servidores e da população, além de simulações de atendimento emergencial em situações de risco.

Valorização da categoria e defesa da democracia

Para a AGEPOLJUS, a realização do curso, com apoio do DNPJ, é um reconhecimento da competência técnica dos policiais judiciais e da importância estratégica da categoria para o funcionamento do Estado Democrático de Direito.

Ao investir em capacitações desenvolvidas pela própria Polícia Judicial, o Judiciário fortalece sua autonomia e aprimora os mecanismos de proteção das instituições e da soberania popular.

A diretora do DNPJ reforçou que o período eleitoral exige vigilância redobrada e que a confiança nas instituições é essencial para a legitimidade democrática. Nesse sentido, a qualificação dos policiais judiciais representa um passo fundamental para garantir eleições seguras, transparentes e confiáveis.

A AGEPOLJUS segue acompanhando iniciativas que valorizam a categoria e trabalhando pelo fortalecimento da Polícia Judicial como pilar essencial na defesa da democracia brasileira.

Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo com informações do CNJ

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